Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Antologias de um esquecido...


Aos que detestam... Simplesmente
Durante o dia, não maldiga o sol louvando a sombra;
Sem o sol, a sombra nada é;
Sem a luz, a escuridão tudo é;
Assim, não amaldiçoe o sol, apenas ame as árvores...

Não se indigne pela noite porque torna difícil o caminhar;
Sem escuridão, não há lugar para os pequenos brilhos;
Desconhecidas seriam as estrelas da madrugada;
Alegre-se em caminhar entre muitas;
Elas também iluminarão a caminhada...

Aos que esperam a poesia...
Ouça o ritmo, dance ao seu compasso em pisadas duras ou macias;
Veja a dança suave entre a rima e a métrica;
Rejubile-se com a salubridade das regras;
Suba a montanha das eras...
Porém, só habite entre mim se amar as palavras,
Ainda que não sejam poesia, ainda que sejam só poéticas.
Viva em minha casa,
Mesmo que não mais haja mais o ritmo, a rima, a métrica, as regras...
Colocaremos na porta uma placa:
Na casa dos sem poesia moram os que esperam pelos poetas...
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados.Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O nome que diz...


Não diga o que quiser, apenas pronuncie o nome... Deixe que ele escorra da sua boca, involuntariamente... Que seja natural, sobrenaturalmente, com a língua em transe. Permita que ele encontre meus ouvidos... Cante esta palavra que se faz só nossa, que me traz seu rosto, suas mãos, seu cheiro... Sua alma... O nome que é você através do som dos seus lábios. Que seja ouvido ao adormecer como uma canção de ninar, ao acordar como o canto matinal dos pássaros, ao meio-dia como afago no meio da agitação cotidiana... Enquanto... Durante... Sempre... Que meu nome se una ao seu e que ambos se apaixonem, provoquem um ao outro, que queiram fazer amor... Que façam amor... Que nasça disso um filho, um novo nome: Deleite/Eternidade... E ainda que você não esteja mais aqui, mesmo que seja dura a lembrança, não importa, restará algo: o nome... Aquele que infinitamente diz...
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados.Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Porque não sou poeta...


Não sou poeta. Poetas são aqueles que sabem usar as regras da métrica, da rima... que cantam com sons sem que haja música. Nisso sou péssimo. Quem quiser aprender algo sobre a estrutura de um soneto, por exemplo, não leia meus textos. Aliás, neles nada se aprende. Os verdadeiros poetas brincam de cupidos léxicos, têm prazer no apaixonamento das palavras. Em seu jogo, estabelece-se toda tensão de uma paixão: o flerte, o receio, o convite, o beijo, o enamoramento, o amor, o ódio, a eternidade... Eternamente a palavra poética, e só é poética a palavra que já foi conjugada, estará unida ao seu par... É por isso que se diz que há o amor segundo Platão, segundo o Apóstolo Paulo, Agostinho de Hipona, Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes... Cada um possui o próprio universo poético. As palavras poéticas não sabem pedir licença e ainda assim todos os sons se silenciam diante delas. Elas dançam no tempo e no espaço, dos pensamentos do poeta aos ouvidos alheios antes mesmo de terem sido ouvidas. Não são desta forma os mensageiros da morte, aqueles que destroem a eternidade, capazes de fazerem ruir as mais belas paixões poéticas. A tais algozes foi dado outro nome: críticos. Eu suas bocas a palavra viva é mastigada, destroçada, sacrificada... São os mesmos que matam, realizam a autópsia e simulam os lamentos fúnebres com seus comparsas... que não são poucos. Mas não é por isso que não sou poeta... Assim diz o palavreiro.
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

BlogBlogs.Com.Br

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A caixinha...


Aqui estão vocês, possuidores de tudo aquilo que chamam de racionalidade. Agora, abra-se a caixa. Seria melhor que permanecesse fechada. Querem que continue aberta? Podem fechá-la? Ela é pequena demais para dela sair muita coisa, mas é assustadoramente grande para que nela habitem aqueles que por ela entram. Assim, a surpresa não está no que dela sai, e sim naquilo que por ela entra. Não, ela não é uma espécie de buraco negro, que compulsoriamente captura o que está ao seu redor, aprisionando no mistério seus objetos. Os que na caixa entram o fazem porque querem, e saem se quiserem. Resta saber se vão querer sair. Apenas uma dica: enquanto espiam o interior da caixa, vocês devem saber que seus corpos ficam do lado de fora, mas seus pensamentos vagarão por entre as surpreendentes trilhas deste ínfimo, porém infinito mundo. Ouçam a melodia... Ouçam os outros sons que a ela se unem... São eles, todos eles... Antes eram três, depois, quatro, cinco... Ouçam! É por ali que passa a harmonia, pelas sendas que só se mostram à penumbra, e aqueles que por elas caminham têm a sensação crepuscular, embora sempre vejam o nascer de um sol. Ouçam e caminhem... e pensem. Abre-se a caixa... surrealista...
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

BlogBlogs.Com.Br